segunda-feira, 9 de março de 2015

-DEUS MORREU! (NIEZSTCHE)


“Já ouviu falar daquele louco que acendeu uma lanterna numa manhã clara, correu para a praça do mercado e pôs-se a gritar incessantemente: “Eu procuro Deus! Eu procuro Deus!". Como muito dos que não acreditam em Deus estivessem justamente por ali naquele instante, ele provocou muita risadas... “Onde está Deus!”, ele gritava. “Eu devo dizer-lhes: nós o matamos – você e eu. Todos somos assassinos... Deus está morto. Deus continua morto. E nós o matamos...”

- (Nietzsche, F. Gaia Ciência (1882), parte 125.)



O grande - e ao meu ver, o maior - filosofo alemão Nietzsche (1844-1900) foi genial em suas palavras. Escritor de diversas obras, entre as maiores da história, como "O Anticristo" e "Assim Falava Zaratustra". Seus escritos são profundamente reconhecidos com geniais em todo o mundo. 

Devemos atentar a um detalhe (que foi transcrito acima), que causa desconforto em alguns religiosos tradicionalistas, o que "Deus está morto!", exposto em sua obra "Gaia Ciência", segundo o filosofo. Não observando de maneira fatídica e radical, tampouco religiosa, o amplo difuso pelo magno professor, aluz ao campo da ética e da moral, inversamente ao cético, ateísta pensamento de alguns.

De linhagem luterana, filho de pastor, Nietzsche evoca uma reflexão sobre fundamentos sociais postos e emanados do caráter de Deus. Ele apresenta plenamente, que o homem "mata" a Deus pelo afastamento, desencantamento, e abdicação dos princípios norteadores da moral, da ética e do relacionamento social de forma fecunda e imprescindível. Não está aqui, um dilema religioso nem espiritual, outrossim, uma fanha filosófica, dialética e metafísica. O pensador não permeia campos teocêntricos e teológicos, mas fomenta um pensamento objetivando um entendimento sobre a falta da moral, de virtudes éticas, e de princípios para os relacionamentos interpessoais. 

É necessário uma colocação: Niezstche não era ateu! Pelo contrario, o filosofo cria em Deus e o temia. Por seus escritos, fez oposição à religião podre e fétida que matara diversas pessoas em todo o mundo, onde na Alemanha. O que na realidade era necessário ao século originário dos textos, seria a liberdade obscurecida pela religiosidade promíscua da época. O que o filosofo desejara era ter poder de adquirir conhecimento, ciência e liberdade sem o resigno de haver desobedecido ao "deus" da religião. O valor do cristianismo não poderia, para Niezstche, ser alocado em obrigatoriedades impostas autoritariamente, como dantes era feito. Tanto o é, que nas suas colocações ele afirma que são "os homens que matam a Deus! E nós (os homens) o matamos a cada dia...", para que alguém morra é necessário haver nascido e vivido. A declaração cria desconforto nos religiosos, por ele provar que são os religiosos são os verdadeiros assassinos de Deus. Verdade pura!

O que realmente mata uma sociedade é a asquerosa religião. Deus não criou a religião que assistimos nos umbrais de coxias de apriscos imundos. Jesus Cristo mostrou ao mundo uma forma de liberdade, moralidade e ética que sobrepõe a famigerada lacuna de divisas financeiras e objetivos inescrupulosos das camas da religião. O MÉRITO DA ÉTICA, DA MORAL E DA LIBERDADE ESTÁ EM DEUS, e nunca na religião.     



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